Custo de vida em alta: o novo desafio financeiro das famílias
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- há 9 horas
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O aumento do custo de vida deixou de ser uma percepção subjetiva para se tornar um dado concreto no orçamento das famílias brasileiras. Segundo levantamento da Serasa, o custo médio de vida no Brasil gira em torno de R$ 3.520 mensais — valor que pressiona especialmente a classe média e os trabalhadores autônomos, que sentem de forma mais imediata o impacto da inflação nos alimentos, moradia, transporte e serviços.
Foi sobre esse cenário que a jornalista Marcela Marcos conversou com Max Bianchi Godoy, mestre em Administração, consultor empresarial e professor do Centro Universitário de Brasília, no Podcast Show da Notícia, da CBN. A entrevista trouxe reflexões importantes e, sobretudo, orientações práticas para enfrentar um ambiente econômico mais desafiador.
O problema não é só a inflação — é a renda.
Segundo Max Bianchi Godoy, o aumento do custo de vida se torna mais grave quando não é acompanhado por crescimento real da renda. Mesmo que índices oficiais apontem desaceleração inflacionária em determinados períodos, o consumidor continua percebendo preços elevados no supermercado e nos serviços básicos.
A chamada “inflação percebida” pesa mais sobre produtos de consumo recorrente — como alimentos e combustíveis — que têm impacto direto na rotina das famílias. Quando esses itens sobem, o orçamento doméstico perde flexibilidade.
Planejamento: a primeira linha de defesa
Um dos principais pontos destacados na entrevista é a importância do planejamento financeiro.
Muitas famílias ainda operam no modo reativo: pagam as contas à medida que surgem, sem um controle estruturado das entradas e saídas.
Godoy enfatiza que enfrentar o aumento do custo de vida exige três movimentos fundamentais:
Mapear despesas fixas e variáveis
Identificar desperdícios e gastos impulsivos
Estabelecer metas claras de economia
A organização financeira não é apenas um exercício contábil — é uma ferramenta estratégica de sobrevivência e crescimento.
Consumo consciente e renegociação
Outro ponto relevante é a necessidade de revisar contratos e hábitos de consumo. Renegociar serviços de internet, telefonia, seguros e até mensalidades pode gerar economia significativa ao longo do ano.
Além disso, a substituição inteligente de marcas, o planejamento de compras e a comparação de preços tornaram-se práticas indispensáveis.
O consumidor mais informado reduz sua vulnerabilidade frente ao cenário inflacionário.
Educação financeira como política de longo prazo para enfrentar o custo de vida em alta
A entrevista também destacou um aspecto estrutural: a educação financeira.
Para o professor do Centro Universitário de Brasília, a falta de conhecimento sobre orçamento, crédito e investimento amplia os efeitos do aumento do custo de vida.
Quando o cidadão entende juros, parcelamentos e planejamento, ele passa a tomar decisões mais racionais e menos emocionais. Isso reduz o endividamento e aumenta a capacidade de adaptação às crises.
Diversificação de renda: uma nova mentalidade
Max Bianchi Godoy aponta que depender de uma única fonte de renda tornou-se arriscado.
A economia digital abriu espaço para rendas complementares — freelances, pequenos negócios, economia criativa e prestação de serviços online. Em vez de apenas cortar gastos, muitas famílias precisam pensar em aumentar receita.
Essa mudança de mentalidade é decisiva para manter o equilíbrio financeiro em um ambiente de custo elevado.
Um desafio coletivo
O aumento do custo de vida não é apenas um problema individual; ele reflete desafios macroeconômicos que envolvem política fiscal, taxa de juros, câmbio e produtividade.
Contudo, enquanto soluções estruturais dependem do ambiente econômico nacional, as decisões cotidianas continuam sob responsabilidade do cidadão.
A entrevista conduzida por Marcela Marcos evidencia que, embora o cenário seja desafiador, existem ferramentas práticas para enfrentá-lo: planejamento, educação financeira, consumo consciente e diversificação de renda.
Mais do que sobreviver à alta do custo de vida, o objetivo deve ser construir resiliência financeira — transformando pressão em aprendizado e crise em oportunidade de reorganização.
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