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  • Rodrigo Paiva

O que você precisa saber sobre Investimento Estrangeiro no Brasil




A [2a.INVEST] de hoje mostra como o Brasil é visto pelos investidores estrangeiros. Os investimentos diretos vem se recuperando após a pandemia, mas de forma bem mais lenta quando se comparado com países desenvolvidos. Já os investimentos via bolsa de valores dispararam no início do ano, com o previsível aumento de juros nos EUA.


Investimentos estrangeiros diretos


O Investimento Estrangeiro Direto (IED) é a movimentação de capitais internacionais englobando fusões e aquisições, construção de novas instalações, reinvestimento de lucros e empréstimos entre empresas do mesmo grupo econômico.


Os efeitos da pandemia são visíveis quando analisamos os investimentos estrangeiros diretos no país, saímos de US$ 69,2 bilhões em 2019 para apenas US$ 28,0 bilhões em 2020, uma queda de 45%, segundo dados do Banco Central do Brasil (BC).


Em 2021 tivemos uma recuperação e os investimentos totalizaram U$ 46,4 bilhões, o que significa um crescimento de 22,9%, ainda assim longe dos patamares anteriores e do recorde de 2011.

Dados da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) são um pouco diversos dos dados do BC, mas demonstram a mesma tendência, que foi capaz de colocar o Brasil no 7o. lugar do ranking mundial dos países que mais atraíram investimento estrangeiro em 2021.

UNCTAD

BC

2019

65,8

69,2

2020

28,0

37,8

2021

58,0

46,4

Valores em US$ bilhões



Na frente do Brasil estão: Estados Unidos, China, Hong Kong, Cingapura, Reino Unido e Canadá! Incrível como duas cidades estado (Hong Kong e Cingapura) conseguem estar à frente do Brasil!


O total de investimentos estrangeiros no mundo segundo a UNCTAD atingiu US$ 1,650 trilhões, ou seja, apesar do 7o. lugar, apenas 3,5% dos recursos vieram para o Brasil.


Segundo dados da Invest Minas (antigo INDI, a agência de atração de investimentos de MG), 8,78% dos investimentos estrangeiros no período de 2019 a 2021 vieram para Minas Gerais (R$ 70 bilhões com dólar cotado a R$ 5,20).


Dados do boletim do IPEA no período de 2003-2014 colocava São Paulo com 31,0%, Rio de Janeiro com 14,3% e Minas Gerais com 10,6%. Naquele período 21,4% foram para o setor de Mineração; 14,7% para Comunicações; 13,3% para Indústria Automobilística; seguidos pelos setores Serviços Financeiros; Carvão, petróleo e gás natural; Alimentos e tabaco; Energias Renováveis; Química; Máquinas e equipamentos; Celulose, papel e embalagens e outros setores.


Investimentos via Bolsa de valores


Já os investimentos via Bolsa de Valores (B3) tiveram um recorde em janeiro deste ano com entrada de US$ 6,25 bilhões (R$ 32,5 bilhões com dólar a R$ 5,20). Em fevereiro a participação dos estrangeiros na B3 atingiu 53,03% dos US$ 247 bilhões acumulados (R$ 1,263 trilhões no mercado a vista, termo, opções e exercícios de opções, cotação do dólar a R$ 5,10).


Participação dos Investidores na B3 em Fevereiro/2022

Tipo

Percentual (%)

Investidores Individuais

16,23

Clubes de Investimentos

0,28

Institucionais

25,39

Investidores Estrangeiros

55,03

Empresas Públicas e Privadas

1,19

Instituições Financeiras

3,82

Outros

0,06

Dados acumulados total (compras+vendas) por tipo de mercado do mês de Fevereiro/2022, atualizado em 04/03/2022




Como pode ser observado no gráfico, e nos números, os investimentos estrangeiros são responsáveis por mais da metade da movimentação da bolsa brasileira (53,03%) e não é a toa que a B3 altera o seu horário de funcionamento no Brasil para acompanhar o funcionamento do mercado nos Estados Unidos.


Com a entrada em vigor do horário de verão nos EUA, a partir de hoje (14/03) o mercado à vista passa a funcionar das 10h até às 16h55 aqui no Brasil.


Links úteis:


Global Investment trends Monitor, January 2022


Participação de Investidores na B3


Boletim IPEA Jan/Abr 2015

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