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Por que o Brasil precisa investir em educação?


Porque o Brasil precisa investir em educação



Hoje na [2a.INVEST] vamos falar sobre a importância do Brasil vencer o desafio de oferecer educação de qualidade para sua população. Temos falado em educação financeira, mas com certeza a educação básica deve precedê-la!


Nada melhor neste assunto do que uma análise dos resultados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA), que é uma pesquisa trienal com estudantes de 15 anos que avalia em que medida eles adquiriram os conhecimentos e habilidades essenciais para participação plena na sociedade.


A pesquisa é realizada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) que é formada por países-membros que se dedicam a promover o desenvolvimento econômico e o bem-estar social.


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A avaliação foca na proficiência em leitura, matemática, ciências e em um domínio inovador (em 2018, o domínio inovador foi a competência global), além do bem-estar dos estudantes.


Vamos aos resultados:


Leitura


Na avaliação de leitura o Brasil atingiu 413 pontos em 2018 (era 393 em 2006) e está no nível 2, de um total de 6 níveis. Veja na figura abaixo a nossa posição em relação aos demais países que participaram da pesquisa.


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Matemática


Em matemática atingimos 384 pontos e ainda estamos no primeiro nível! Era 370 em 2006, uma evolução muito pequena em 12 anos! Veja na figura abaixo a comparação com os demais países.

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Ciência


Em ciências pontuamos 404 pontos, ainda no primeiro nível. A evolução foi acanhada a partir dos 390 pontos obtidos em 2006!

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Os principais achados pelos pesquisadores, incluem:


  • No PISA 2018, os estudantes no Brasil tiveram pontuações mais baixas que a média da OCDE em leitura, matemática e ciências. Apenas 2% dos estudantes brasileiros alcançaram os níveis mais altos de proficiência (Nível 5 ou 6) em pelo menos uma disciplina (média da OCDE: 16%), e 43% dos estudantes tiveram pontuações abaixo do nível mínimo de proficiência (Nível 2) em todas as três disciplinas (média da OCDE: 13%).


  • No Brasil, o desempenho médio em matemática melhorou entre 2003 e 2018, mas a maior parte da melhoria ocorreu nos ciclos iniciais do PISA. Após 2009, tanto em matemática quanto em leitura e ciências, o desempenho médio não apresentou mudanças significativas.


  • O status socioeconômico tem uma forte correlação com o desempenho em leitura, matemática e ciências no Brasil. Estudantes privilegiados tiveram melhor desempenho do que estudantes desfavorecidos em leitura, com uma diferença de 97 pontos na pontuação (média da OCDE: 89 pontos). No PISA 2009, a diferença de desempenho em leitura relacionada ao status socioeconômico foi de 84 pontos no Brasil (média da OCDE: 87 pontos).


  • Cerca de 10% dos estudantes desfavorecidos no Brasil conseguiram pontuar no topo quarto do desempenho em leitura (média da OCDE: 11%), indicando que desvantagem não determina o destino.


  • No Brasil, estudantes com baixo desempenho não estão tão concentrados em certas escolas quanto a média da OCDE, enquanto estudantes com alto desempenho estão mais concentrados em certas escolas. Um estudante desfavorecido tem 18% de chance, em média, de estar matriculado em uma escola onde outros alunos pontuam no topo quarto do desempenho em leitura (média da OCDE: 17% de chance).


  • Cerca de 17% dos estudantes no Brasil matriculados em escolas desfavorecidas (média da OCDE: 34%) e 8% dos estudantes matriculados em escolas privilegiadas (média da OCDE: 18%) frequentam escolas cujo diretor relatou que a capacidade da escola de fornecer instrução é prejudicada, ao menos em algum grau, pela falta de professores.


  • No Brasil, cerca de 1 em cada 10 estudantes desfavorecidos com alto desempenho - mas apenas 1 em cada 25 estudantes privilegiados com alto desempenho - não espera concluir o ensino superior.


  • As meninas tiveram melhor desempenho que os meninos em leitura, com uma diferença de 26 pontos na pontuação (média da OCDE: 30 pontos). Por outro lado, os meninos tiveram melhor desempenho em matemática, com uma diferença de 9 pontos na pontuação (média da OCDE: 5 pontos). Em ciências, meninas e meninos tiveram desempenho similar no Brasil (média da OCDE: meninas tiveram ligeira vantagem de dois pontos na pontuação).


  • Entre os estudantes com alto desempenho em matemática ou ciências, cerca de um a cada três meninos no Brasil espera trabalhar como engenheiro ou profissional de ciências aos 30 anos, enquanto apenas um em cada cinco meninas espera o mesmo. Cerca de dois em cada cinco meninas com alto desempenho esperam trabalhar em profissões relacionadas à saúde, enquanto apenas cerca de um em cada quatro meninos com alto desempenho espera isso. Apenas 4% dos meninos e quase nenhuma menina no Brasil espera trabalhar em profissões relacionadas à tecnologia da informação e comunicação (TIC).


  • No Brasil, 29% dos estudantes relataram ter sofrido "bullying" pelo menos algumas vezes por mês (média da OCDE: 23%). No entanto, 85% dos estudantes no Brasil concordaram ou concordaram fortemente que é uma boa coisa ajudar os estudantes que não podem se defender (média da OCDE: 88%).


  • Cerca de 41% dos estudantes no Brasil relataram que, em todas ou na maioria das aulas ministradas na língua de instrução, o professor precisa esperar muito tempo para que os estudantes fiquem quietos (média da OCDE: 26%). No Brasil, os estudantes que relataram que, em todas ou na maioria das aulas, o professor precisa esperar muito tempo para que os estudantes fiquem quietos tiveram pontuações 19 pontos mais baixas em leitura do que estudantes que relataram que isso nunca acontece ou acontece apenas em algumas aulas, após considerar o status socioeconômico.


  • No Brasil, 50% dos estudantes faltaram um dia de aula (média da OCDE: 21%) e 44% dos estudantes chegaram atrasados para a escola (média da OCDE: 48%) nas duas semanas anteriores ao teste do PISA.


  • Cerca de 48% dos estudantes no Brasil relataram que seus colegas de escola cooperam uns com os outros (média da OCDE: 62%) e 57% relataram que competem uns com os outros (média da OCDE: 50%).


  • Cerca de 23% dos estudantes no Brasil concordaram ou concordaram fortemente que se sentem solitários na escola (média da OCDE: 16%).


  • No Brasil, 77% dos estudantes concordaram ou concordaram fortemente que geralmente conseguem encontrar uma saída para situações difíceis (média da OCDE: 84%).


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O que os estudantes sabem e podem fazer em leitura


  • No Brasil, 50% dos estudantes alcançaram pelo menos o nível de proficiência 2 em leitura (média da OCDE: 77%). No mínimo, esses estudantes podem identificar a ideia principal em um texto de extensão moderada, encontrar informações com base em critérios explícitos, embora às vezes complexos, e refletir sobre o propósito e a forma dos textos quando explicitamente direcionados a fazê-lo.


  • Cerca de 2% dos estudantes no Brasil foram os melhores desempenhadores em leitura, o que significa que atingiram o nível 5 ou 6 no teste de leitura do PISA (média da OCDE: 9%). Nesses níveis, os estudantes podem compreender textos longos, lidar com conceitos abstratos ou contraintuitivos e estabelecer distinções entre fatos e opiniões, com base em pistas implícitas relacionadas ao conteúdo ou fonte das informações. Em 20 sistemas educacionais, incluindo os de 15 países da OCDE, mais de 10% dos estudantes de 15 anos tiveram as melhores performances.


O que os estudantes sabem e podem fazer em matemática


  • Cerca de 32% dos estudantes no Brasil alcançaram o nível 2 ou superior em matemática (média da OCDE: 76%). No mínimo, esses estudantes podem interpretar e reconhecer, sem instruções diretas, como uma situação (simples) pode ser representada matematicamente (por exemplo, comparando a distância total entre duas rotas alternativas ou convertendo preços para uma moeda diferente). A proporção de estudantes de 15 anos que alcançaram níveis mínimos de proficiência em matemática (nível 2 ou superior) variou amplamente, de 98% em Pequim, Xangai, Jiangsu e Zhejiang (China) a 2% na Zâmbia, que participou da avaliação do PISA para o Desenvolvimento em 2017. Em média, nos países da OCDE, 76% dos estudantes alcançaram pelo menos o nível 2 de proficiência em matemática.

  • No Brasil, cerca de 1% dos estudantes obtiveram pontuações no nível 5 ou superior em matemática (média da OCDE: 11%). Seis países e economias asiáticas tiveram as maiores proporções de estudantes que o fizeram: Pequim, Xangai, Jiangsu e Zhejiang (China) (44%), Cingapura (37%), Hong Kong (China) (29%), Macau (China) (28%), Taipei Chinês (23%) e Coreia (21%). Esses estudantes podem modelar situações complexas matematicamente e podem selecionar, comparar e avaliar estratégias apropriadas de resolução de problemas para lidar com elas.


O que os estudantes sabem e podem fazer em ciências


  • Cerca de 45% dos estudantes no Brasil alcançaram o nível 2 ou superior em ciências (média da OCDE: 78%). No mínimo, esses estudantes podem reconhecer a explicação correta para fenômenos científicos familiares e podem usar esse conhecimento para identificar, em casos simples, se uma conclusão é válida com base nos dados fornecidos.


  • No Brasil, apenas 1% dos estudantes foram os melhores em ciências, o que significa que eles foram proficientes nos níveis 5 ou 6 (média da OCDE: 7%). Esses estudantes podem aplicar de forma criativa e autônoma seu conhecimento sobre ciência a uma ampla variedade de situações, incluindo situações desconhecidas.

Conclusão


Não resta dúvida que vamos precisar de uma revolução em nosso sistema educacional para que consigamos entregar educação de qualidade a nossos estudantes.



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