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  • Rodrigo Paiva

Seus investimentos estão protegidos da inflação? Quais rendem mais do que 10% a.a.?



A [2a.INVEST] hoje trata de um assunto extremamente relevante para todo investidor: a inflação.


Todo investidor aplica o seu recurso aguardando um retorno positivo sobre o mesmo. Se este retorno é menor que a inflação o nosso poder de compra está diminuindo, ou seja conseguimos comprar menos com o mesmo valor.


Por isto devemos estar sempre muito atentos aos indicadores de inflação.


No Brasil os principais indicadores de inflação são (alta em 12 meses, ref. Ago/2021):


  • IPCA: +9,68%

  • INPC: +10,42%

  • IGP-M: +31,12%

  • IPC-FIPE: +10,52%


Você sabe pra que serve cada um deles e como impactam no seu bolso?


O IPCA


O IPCA é usado como meta pelo Banco Central, como base para reajustar o teto de gastos e o salário mínimo.


Ele pode ser subdividido por renda. No cenário atual, a inflação das famílias mais pobres segue acima da média.


O IPCA, Índice de Preços Consumidor Amplo, é o índice mais utilizado, justamente por se tratar de um índice amplo, que avalia a variação de preços no varejo.


Ele mede a inflação para famílias com renda entre 1 e 40 salários usando dados de 11 capitais como referência.


Basicamente, o IPCA utiliza uma média de consumo das famílias brasileiras, descoberta por meio da POF, a pesquisa de orçamento familiar.


Ele inclui do preço da carne ao Uber que você pega. Cada um dividido em categorias, como alimentação, transporte, e tudo que é consumido.


O INPC


Já o INPC, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor, também medida pelo mesmo IBGE que calcula o IPCA, produz um retrato da inflação para as famílias mais pobres.


A base de cálculo do INPC é a cesta de consumo das famílias que recebem entre 1 e 5 salários mínimos.


O IGP-M


O IGP-M ficou conhecido por ser "a inflação do aluguel", mas na realidade é que ele mede o impacto do dólar na economia.


Nos anos 80, a elevada inflação levou a necessidade de se criar um índice que ajudasse os donos de imóveis a garantir uma estabilidade no valor de seus bens.


O IGP-M então foi criado pela FGV, sendo um índice produzido por uma entidade privada, ao contrário dos dois acima.


Sua formação é a seguinte:


  • 60% IPA-M, ou "Índice Produtor Amplo - Mercado". O "mercado" em questão, significa que o preço é aquele praticado entre os produtores, sejam indústrias ou agricultores, que não o varejo e o consumidor final. O IPA é fortemente impactado pelo preço das commodities, e do dólar.

  • 30% IPC. O Índice de Preços ao Consumidor, mede o consumo de famílias com renda entre 1 e 33 salários mínimos.

  • 10% INCC, o Índice Nacional da Construção Civil, mede a variação de preços no IPCsetor da construção. Aqui entra a variação de preços de materiais de construção, mão de obra e afins.


O IPC-FIPE


Além do IPC medida pela FGV, há ainda o IPC-Fipe, da Fundação Instituto de Pesquisa Econômica (USP).


O IPC-FIPE mede os preços na em SP. Vale a menção de que o índice está disponível desde 1939!


O gráfico da Inflação


Veja a evolução destes 4 indicadores de inflação desde setembro de 2020. Observamos que o IGP-M teve uma disparada com a pandemia e que a partir de Maio deste ano começa a cair e que os indicadores INPC e IPC-Fipe já ultrapassaram os dois dígitos agora em agosto de 2021!

Abaixo a planilha com os números (valores acumulados no mês, referente aos últimos 12 meses):



Seus investimentos rendem mais de 10% ao ano? E mais que 30%? Para vencer a inflação, a vida dos investidores brasileiros não está fácil!

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