7 erros que você pode estar cometendo na sua gestão financeira


Conheça alguns erros que você pode estar cometendo no seu negócio, seja MEI ou pequena empresa.


1o. Erro: Confusão - Confundir gastos pessoais com os gastos do negócio.


A regra de ouro para novos empreendedores é separar as finanças pessoais das finanças da empresa, ou seja, os gastos e controles do empreendimento não podem se confundir com as movimentações financeiras da pessoa física. Mesmo que o negócio ainda seja informal, é importante que o gestor saiba exatamente o que a nova atividade gera de gastos e de receitas.


Para facilitar o controle separado, é possível abrir uma conta corrente apenas para as movimentações do negócio ou separar as transações financeiras por centros de custos.


2o. Erro: Ausência de planejamento.


Ao planejar, traça-se os objetivos do negócio e as previsões de receitas e gastos necessários para conquistar tais resultados. Assim, é possível ter uma visão global dos cenários e a tomada de decisões mais assertivas.


Quando não planejamos, caminhamos no escuro, sem direção; desconhecemos quais os recursos serão necessários para o desenvolvimento do negócio.



3o. Erro: Ausência de controle


Assim como o planejamento, o controle é fundamental para o bom andamento das atividades.


Controlar é acompanhar, documentar os custos, volume de compras e vendas, estoques, disponibilidade, situação financeira, impostos relacionados.


Os bolos e tortas da Mônica são sucesso absoluto, mas ela não sabe se está cobrando o valor correto e justo, desconhece quanto gasta e quanto tem de margem em cada torta.


Parece redundância, mas quem não controla, “perde o controle”.


4o. Erro: Descompasso entre Pagamentos e Recebimentos


É comum ocorrer o desembolso antes dos recebimentos de vendas, mas um gestor iniciante, sem capital de giro, deve minimizar este ciclo financeiro. O ideal é estabelecer prazos para recebimentos de vendas considerando os compromissos financeiros.


Imagine que a Mônica tenha utilizado um cartão de crédito para comprar os insumos para sua produção e o pagamento da fatura será em 30 dias. Neste momento inicial, ela deveria receber o valor correspondente a esta produção antes destes 30 dias, para que o desembolso não ocorra antes das entradas. Na ausência de capital de giro, a Mônica precisa oferecer menores prazos de pagamento nas negociações com seus clientes.


5o. Erro: Acumular dívidas sem prever alternativas mais baratas


As mais altas taxas de juros são cobradas quando a conta entra no cheque especial ou o correntista opta pelo parcelamento de faturas de cartão de crédito.


A gestão financeira é mais eficiente quando há pesquisa e negociação de empréstimos ou financiamentos, com melhores taxas de juros, o que normalmente ocorre quando o gestor prevê uma situação de dificuldade.


A Mônica poderia ter evitado que sua conta ficasse negativa no banco, se tivesse previsto o descompasso entre pagamentos e recebimentos e pesquisado a melhor opção de crédito no mercado.


6o. Erro: Falta de análise de perfil de clientes


A confiança entre fornecedor e cliente é importante para qualquer negócio, mas não pode ser baseada apenas em um relacionamento pessoal prévio. Conhecer uma pessoa não significa que ela seja uma boa pagadora.


É preciso analisar a situação financeira dos clientes para conceder crédito. Caso não existam informações disponíveis para a análise do perfil do cliente, é necessário solicitar garantias de recebimentos ou evitar algumas formas de pagamentos menos confiáveis, como o cheque pré-datado.


7o. Erro: Retiradas incompatíveis com a situação financeira do negócio.


A Mônica estava desempregada, portanto, não possuía uma fonte de renda suficiente para pagar suas contas pessoais, lançando mão das receitas com a venda de bolos e tortas para reabastecer sua casa. Ao confundir gastos pessoais com gastos do negócio, Mônica pode ter retirado mais do que o comportado pela situação financeira deste novo empreendimento.


Mesmo que haja lucro, o bom gestor deve retirar apenas uma parcela do valor positivo (um terço, por exemplo), reinvestindo um terço do valor no próprio negócio e reservando o terço final para quaisquer imprevistos. O negócio não pode ser tratado como “vaca leiteira”, mas sim como um investimento a médio-longo prazo.


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