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Copa 2026: quem ganha dinheiro com o maior evento do planeta?

  • Foto do escritor: Paiva Piovesan Softwares
    Paiva Piovesan Softwares
  • há 12 minutos
  • 4 min de leitura
Copa 2026: quem ganha dinheiro com o maior evento do planeta?
Maior Copa da história: bilhões de dólares em investimentos, ingressos que podem custar milhares de dólares e alimentos vendidos a preços elevados. Mas afinal, quem paga essa conta e quem realmente lucra com ela?"

Pela primeira vez na história, uma Copa do Mundo está sendo realizada em três países simultaneamente: Estados Unidos, México e Canadá. Também é a primeira edição com 48 seleções, reunindo mais equipes, mais jogos, mais torcedores e uma estrutura jamais vista no futebol mundial.


Mas, além dos gols, da paixão das torcidas e das disputas dentro de campo, existe outra competição acontecendo fora dos estádios: a movimentação de bilhões de dólares em investimentos, receitas e oportunidades de negócios.


Enquanto muitos torcedores se surpreendem com os elevados preços de ingressos, hospedagem, alimentação e transporte, uma pergunta inevitável surge: quem paga essa conta e quem realmente ganha dinheiro com a Copa do Mundo?


Uma Copa bilionária


A Copa 2026 não será apenas a maior da história em número de participantes. Ela também deverá ser uma das mais relevantes sob o ponto de vista econômico.


Estudos divulgados pela FIFA apontam que o torneio poderá gerar aproximadamente US$ 40,9 bilhões em impacto econômico, além da criação de cerca de 824 mil empregos diretos e indiretos e da atração de milhões de visitantes para as cidades-sede.


A própria FIFA projeta receitas recordes, estimadas entre US$ 10,9 bilhões e US$ 13 bilhões, impulsionadas principalmente pela venda de direitos de transmissão, patrocínios globais, hospitalidade e ingressos.


São números impressionantes, mas que levantam uma questão importante: quanto foi necessário investir para alcançar esse retorno?


O investimento vai muito além dos estádios


Diferentemente do que ocorreu em algumas Copas anteriores, os países-sede de 2026 já possuíam grande parte da infraestrutura necessária para receber o evento.


Os Estados Unidos contam com estádios modernos utilizados regularmente por ligas esportivas profissionais. Canadá e México também já possuíam boa parte das estruturas exigidas pela FIFA.


Por isso, os investimentos desta edição estão concentrados principalmente em:


  • Modernização de aeroportos;

  • Mobilidade urbana;

  • Segurança pública;

  • Telecomunicações;

  • Tecnologia;

  • Adequação dos estádios;

  • Estruturas de recepção aos turistas.


Somente o orçamento operacional da FIFA para a realização do torneio está estimado em cerca de US$ 3,8 bilhões. Além disso, governos federais, estaduais e municipais realizaram investimentos complementares para preparar suas cidades para o aumento do fluxo de visitantes.


Embora não exista um valor consolidado para todos os investimentos realizados pelos três países, os números já divulgados mostram que os aportes ultrapassam facilmente a casa dos bilhões de dólares.


O custo da experiência para o torcedor


Se para organizadores e patrocinadores a Copa representa uma oportunidade de negócios, para os torcedores ela pode representar um desafio financeiro significativo. Ingressos para partidas mais disputadas podem alcançar valores elevados, especialmente em fases decisivas. Somam-se a isso os custos com hospedagem, alimentação, transporte e deslocamentos entre cidades.


Como ocorre em qualquer grande evento internacional, a alta demanda provoca aumentos expressivos nos preços.


Hotéis operam próximos da lotação máxima. Passagens aéreas se tornam mais caras. Restaurantes, serviços de transporte e atrações turísticas passam a atender milhões de consumidores adicionais em um curto período de tempo.


É a velha lei da oferta e da demanda funcionando em escala global.


Quem realmente lucra com a Copa 2026?


Embora a FIFA seja a principal beneficiária financeira do torneio, ela está longe de ser a única.


A Copa movimenta uma extensa cadeia econômica que inclui companhias aéreas, redes hoteleiras, restaurantes, empresas de transporte, operadoras de turismo, comércio local, plataformas digitais, empresas de tecnologia e prestadores de serviços.


Em muitos casos, o impacto econômico ultrapassa os limites do evento e se espalha por toda a economia regional.


Cada turista que desembarca para assistir a uma partida consome hospedagem, alimentação, transporte, lazer e comércio, gerando receita para milhares de empresas que sequer possuem relação direta com o futebol.


A verdadeira discussão: gasto ou investimento?


Talvez a pergunta mais importante não seja quanto será gasto, mas sim qual será o legado deixado após o encerramento da competição.


A diferença entre gasto e investimento está justamente na capacidade de continuar gerando valor no futuro.


Um aeroporto ampliado para receber turistas durante a Copa continuará beneficiando moradores e empresas por muitos anos.


Uma melhoria no sistema de transporte urbano pode reduzir custos logísticos, facilitar deslocamentos e aumentar a produtividade das cidades.


Investimentos em telecomunicações, conectividade e segurança podem elevar a qualidade dos serviços oferecidos à população muito além do período do evento.


Quando isso acontece, o retorno ultrapassa o aspecto financeiro e se transforma em desenvolvimento econômico e social.



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O desafio do legado


A história dos grandes eventos esportivos mostra que o sucesso não depende apenas da execução das obras, mas principalmente da sua utilização após o encerramento das competições.


Existem exemplos de cidades que conseguiram transformar investimentos esportivos em benefícios permanentes para a população.


Também existem casos em que estruturas construídas para eventos de grande porte acabaram sendo subutilizadas ou exigindo elevados custos de manutenção, reduzindo significativamente o retorno esperado.


O verdadeiro desafio não é apenas construir para a Copa, mas garantir que aquilo que foi construído continue sendo útil anos depois.


A lição da Copa para empresas e investidores


A discussão sobre a Copa de 2026 oferece uma importante reflexão para empresários, gestores e investidores.


Assim como os países-sede precisam avaliar se bilhões de dólares investidos produzirão benefícios duradouros, empresas também precisam analisar cuidadosamente seus projetos e investimentos.


Adquirir um software, investir em marketing, contratar uma equipe ou expandir uma operação só faz sentido quando existe uma expectativa clara de retorno.


Não basta investir. É preciso medir resultados. Não basta gastar. É preciso gerar valor.

A Copa de 2026 poderá movimentar mais de US$ 40 bilhões na economia. Mas seu verdadeiro sucesso não será medido apenas pelos números apresentados durante o torneio.


Ele será medido pelo valor que continuará sendo gerado muitos anos depois do apito final.


E essa é uma lição que vale tanto para países quanto para empresas.



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