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  • Rodrigo Paiva

A dor de cabeça dos investidores: a inflação!


A dor de cabeça dos investidores: a inflação!


A [2a.INVEST] volta a tratar de um assunto extremamente relevante para todo investidor: a inflação.


Ao investir e poupar o que se busca é o aumento do poder aquisitivo e isto somente acontece se a rentabilidade de seus investimentos for maior que a inflação.


Com a pandemia iniciada em 2020 assistimos a um aumento significativo dos índices de inflação, conforme pode ser visto no quadro abaixo.


Comparativo inflação Brasil x EUA

No Brasil o aumento dos juros como forma de combate a inflação foi iniciado em 2021, saímos de uma SELIC de 2% a.a. no início de 2021 para 9,25 % a.a. a partir de 09/12/2021


Em 2022 a tendência é o aumento dos juros, no Brasil deve chegar a 11,25% a.a. segundo as expectativas do mercado. Nos Estados Unidos o FED também deve aumentar a taxa de juros como forma de combate a inflação.


Com esta reviravolta nos juros a renda fixa volta a ser atrativa e no Brasil temos assistido ao crescimento das aplicações que tem rentabilidade associada ao IPCA e uma crise na renda variável, com a rentabilidade negativa na Bolsa em 2021.


No Brasil os principais indicadores de inflação em 2021, tiveram a seguinte variação:


  • IPCA: +10,06%

  • INPC: +10,16%

  • IGP-M: +17,78%


Observamos que o IPCA e INPC estão bem próximos e que o IGP-M, que chegou a uma variação de 37,04% em 12 meses em maio/21, apesar na queda no final de 2021, ainda assim teve uma variação muito superior.


Para entender esta variação você precisa saber como estes índices são calculados.


O IPCA


O IPCA, Índice de Preços Consumidor Amplo, calculado pelo IBGE, tem por objetivo medir a inflação de um conjunto de produtos e serviços comercializados no varejo, referentes ao consumo pessoal das famílias, cujo rendimento varia entre 1 e 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte de rendimentos.


O IPCA é usado como meta pelo Banco Central, como base para reajustar o teto de gastos e o salário mínimo.


O INPC


Já o INPC, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor, também calculado pelo IBGE, tem por objetivo a correção do poder de compra dos salários, através da mensuração das variações de preços da cesta de consumo da população assalariada com mais baixo rendimento (rendimentos ente 1 e 5 salários mínimos).


O IGP-M


O IGP-M ficou conhecido por ser "a inflação do aluguel", mas na realidade é que ele mede o impacto do dólar na economia.


Nos anos 80, a elevada inflação levou a necessidade de se criar um índice que ajudasse os donos de imóveis a garantir uma estabilidade no valor de seus bens.


O IGP-M então foi criado pela FGV, sendo um índice produzido por uma entidade privada.


Sua formação é a seguinte:


  • 60% IPA-M, ou "Índice Produtor Amplo - Mercado". O "mercado" em questão, significa que o preço é aquele praticado entre os produtores, sejam indústrias ou agricultores, que não o varejo e o consumidor final. O IPA é fortemente impactado pelo preço das commodities, e do dólar.

  • 30% IPC. O Índice de Preços ao Consumidor, mede o consumo de famílias com renda entre 1 e 33 salários mínimos.

  • 10% INCC, o Índice Nacional da Construção Civil, mede a variação de preços no setor da construção. Aqui entra a variação de preços de materiais de construção, mão de obra e afins.

O aumento das commodities e do dólar em 2021 tiveram um grande impacto na variação do IGP-M e muitos contratos de aluguel deixaram de seguir o IGP-M e passaram a adotar o IPCA. A FGV inclusive chegou a criar um novo índice, chamado de IVAR - Índice de Variação de Aluguéis Residenciais, exclusivo para a locação de imóveis.


A boa notícia


O que esperar para a inflação em 2022?


Apesar do elevado patamar acumulado da inflação em 2021, a tendência de desaceleração já começa a ficar mais evidente e o mercado tem trabalhado com uma expectativa de IPCA em 4,7% para 2022 (no Boletim Focus, editado pelo BCB, o valor seria de 5,18%)


Além dos choques de oferta começarem a se dissipar, o impacto da política monetária também passa a fazer efeito, reduzindo a demanda e contribuindo para conter o risco de inércia inflacionária.


O tamanho do ajuste monetário já feito até o momento é bastante significativo e o Banco Central se mostra disposto a manter o ritmo do ajuste, mais 1,50 p.p. na primeira reunião do ano que acontece em fevereiro.


No quadro a seguir as projeções para os principais indicadores, segundo o Banco Inter:


Observamos aqui o IGP-M bem mais próximo da variação do IPCA em 2022 e 2023, e isto é possível com a estabilidade na cotação da moeda americana, que pela previsão quase não varia em 2022 e 20223.


Abaixo temos o gráfico com as metas do Banco Central e o IPCA ocorrido e o projetado até Janeiro/24:



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