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Onde investir em renda fixa: CRI, CRA, LCI, LCA, LC, CDB, TD (Tesouro Direto) ou debênture?


Esta sopa de letrinhas faz parte do grupo de investimentos em renda fixa, onde, com a emissão de títulos, você empresta dinheiro para alguém, seja uma instituição financeira, uma empresa ou mesmo para o governo. Os títulos são rentabilizados através de um percentual sobre um indicador como o CDI, a Taxa Selic ou podem ainda ser pré-fixados.

Na tabela abaixo descrevemos os tipos de títulos, quem é o responsável pela sua emissão, qual é a incidência de impostos e se o mesmo tem a garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Ao fazer o seu investimento não se esqueça deste quadro!


Tabela Investimentos

O Fundo Garantidor de Créditos - FGC é uma entidade que, em caso de problemas com a instituição financeira, cobre o seu investimento, mais o rendimento obtido, em até R$ 250 mil por CPF e por emissor, valor limitado a R$ 1.000.000,00 a cada 4 anos.


IMPORTANTE: Portanto, ao investir lembre-se de limitar o seu risco em cada instituição, mantendo o seu investimento em cada uma delas abaixo do limite do FGC.

Vamos entender os detalhes de cada um destes tipos de investimento:

CDB

CDB significa Certificado de Depósito Bancário. É um título privado de renda fixa, emitido por bancos e privilegiados por eles, pois é a forma mais fácil dos bancos captarem recursos para emprestar aos clientes que precisam de empréstimos.

Temos um artigo que fala só sobre CDB aqui: https://www.paivapiovesan.com/post/qual-e-a-seguranca-em-investir-em-cdb-s



Na figura acima temos diversas opções de aplicações em CDB, sendo que quanto maior o prazo, maior a taxa; quanto maior o risco, também maior a taxa e quanto maior o valor da aplicação, de novo, maior a taxa!

Neste exemplo ao utilizarmos o app do Banco Inter, encontramos:

  • Rendimentos baseados no CDI: Aplicação mínima de R$ 100,00 rendendo 100% do CDI com liquidez diária ou com aplicação mínima de R$ 1.000,00 com prazo de 360 dias (o dinheiro só pode ser sacado depois de 1 ano!) com rendimento de 106% do CDI.

  • Rendimentos baseados no IPCA (Inflação): IPCA + 4,6% a.a., com aplicação mínima de R$ 1.000,00 e resgate em 15/05/2028.

  • Rendimento pré-fixado: 8,9% a.a. com investimento mínimo de R$ 1.022,58 e resgate em 26/12/2025.

LC

LC significa letra de câmbio e a única diferença com o CDB é que ela é emitida por financeiras.

Debêntures

As debêntures são títulos de dívidas de empresas. Conheça os tipos disponíveis:

Debêntures Simples

Conhecidas como "Não-Conversíveis em Ações", são títulos que não dão direito à conversão em ações da companhia emissora.

Debêntures Conversíveis

São títulos com possibilidade de conversão em ações da companhia emissora.

Debêntures Incentivadas

Elas são isentas de Imposto de Renda e também de IOF.

Essa é uma grande vantagem para o investidor que deseja aplicar pagando menos taxas.

Isso acontece, pois essas debêntures são emitidas por empresas que possuem projetos estratégicos de infraestrutura, como aeroportos e estradas.

Assim, o governo concede isenção de impostos para a companhia emissora, que, posteriormente, repassa aos investidores.

Na figura abaixo temos alguns exemplos de ofertas de debêntures:



LCI e LCA

LCI é a sigla de Letras de Crédito Imobiliário, e LCAs de Letras de Crédito do Agronegócio, investem nos setores Imobiliário e Agrícola, respectivamente, e são emitidas por bancos e financeiras.

As duas aplicações são isentas de imposto de renda, mas não são isentas do IOF. Por outro lado, as LCIs e LCAs possuem a garantia do FGC.

CRI e CRA

CRI e CRA são títulos de renda fixa que significam, respectivamente, Certificado de Recebíveis Imobiliários e Certificado de Recebíveis do Agronegócio. Esses certificados são, no geral, uma forma que determinadas empresas utilizam para captar recursos.

É bem simples! Por exemplo: uma empresa do setor imobiliário ou do agronegócio, ao realizar suas atividades, fez vendas parceladas, mas precisa do dinheiro à vista. Para isso, uma companhia securitizadora vai estruturar a dívida do cliente final, transformando os créditos a receber em títulos negociáveis no mercado.

Sendo assim, os CRIs são lastreados em direitos creditórios do mercado imobiliário, já os CRAs são lastreados em recebíveis dos negócios realizados entre produtores rurais e terceiros, que englobam empréstimos e financiamentos relacionados a projetos do agronegócio, nas fases de produção, industrialização e comercialização.

Portanto, ao investir em um CRI ou em um CRA, você está comprando pagamentos futuros acrescidos de juros, isso tudo dentro de um prazo estipulado no momento da compra do título.

Características dos Certificados de Recebíveis

Esses títulos são emitidos exclusivamente por companhias securitizadoras, que são instituições não financeiras. Assim, os certificados não têm garantia do FGC, mas, por serem lastreados em créditos do setor imobiliário ou do agronegócio, acabam por ter garantias reais.

Os Certificados de Recebíveis são investimentos para o médio e longo prazos e costumam ter vencimentos a partir de 3 anos. Além disso, são ideais para perfis moderados e para investidores qualificados. Outra característica dessas aplicações é que você só pode resgatar o dinheiro investido na data de vencimento do título. Por conta disso, essa modalidade de investimentos é sugerida para investidores que já têm uma reserva de emergência e, por isso, não precisarão resgatar esses recursos em situações não previstas, de urgência.

Ambas as modalidades de investimentos são isentas de imposto de renda e podem ser tão ou mais rentáveis que poupança, LCI e LCA.

Vantagens do CRI e do CRA

Dentre as vantagens oferecidas por esses investimentos, podemos ressaltar:

  • Previsibilidade: por ser um investimento de Renda FIxa, há uma maior previsibilidade da rentabilidade do título.

  • Isenção de tributação: não há cobrança de imposto de renda nem incidência de IOF sobre esses investimentos.

  • Possibilidade de recebimentos periódicos

  • Os recebíveis são separados do patrimônio das securitizadoras através de um regime fiduciário. Isso significa que, caso a empresa esteja enfrentando algum tipo de dificuldade financeira, o pagamento para os investidores não será afetado.

Rentabilidade do CRI e do CRA

Em se tratando de rentabilidade, os CRIs e CRAs podem ser:

  • Pós-fixados: o rendimento é indexado ao CDI, e a rentabilidade é expressa por meio de um percentual desse indexador. Um exemplo: CRI com retorno de 90% do CDI.

  • Prefixados: quando o retorno é conhecido no momento da aplicação, ou seja, você tem um retorno fixo. Sendo assim, a movimentação de qualquer indicador, como o CDI ou a Selic, não interfere na rentabilidade do investimento, pois o retorno já foi determinado e já é conhecido no momento que o investidor adquire o título. Por exemplo: CRA de 9% ao ano.

  • Híbridos/atrelados à inflação: investimentos híbridos têm um componente prefixado e outro pós-fixado. Desta forma, uma parte da rentabilidade é estabelecida no momento da aplicação e a outra é atrelada a um índice econômico, que costuma ser o IPCA. Por exemplo: CRI com IPCA + 6%.

Riscos e como se proteger

Como todos os investimentos, CRI e CRA também possuem riscos. É importante saber quais são eles para que, dessa forma, você possa se prevenir.

Primeiramente, existe o risco de liquidez. Isso acontece porque esses investimentos têm prazo de resgate apenas no vencimento do título, e o mercado secundário é pouco desenvolvido no Brasil. Com isso, para que você consiga transformar o ativo em dinheiro quando desejar, torna-se necessário pagar uma taxa de resgate por isso.

Sobre o risco de crédito do emissor, apesar de CRIs e CRAs não serem garantidos pelo FGC, esse tipo de risco é minimizado. Isso ocorre pois é comum que seja instituído o regime fiduciário, ou seja, os recebíveis são separados do patrimônio da securitizadora e destinados exclusivamente à liquidação dos títulos. Dessa forma, caso a securitizadora tenha dificuldades financeiras, o fluxo de pagamento para os investidores não será afetado.

Contudo, há ainda o risco inerente ao fato que originou o título. Se, por exemplo, a pessoa que financiou um apartamento (parte do CRI) deixar de pagar as parcelas, toda a cadeia pode ficar prejudicada. Assim, observar e avaliar a origem do lastro também é importante.

E como se proteger dos riscos?

  • Análise de Rating: O rating é equivalente a uma nota de confiabilidade da empresa, e é realizado por agências especializadas. Então, quanto melhor for o rating, mais segura é a emissão e menor o risco de calote.

  • Diversificação da carteira: Não coloque todo o seu dinheiro em CRI e CRA. Ao diversificar sua carteira com diferentes investimentos, você está diminuindo o risco de concentração do seu dinheiro.

Custos e tributações

Normalmente existem custos como taxa de administração ao se investir nos Certificados de Recebíveis. Vários bancos e corretoras já oferecem taxa zero para investir em CRI e CRA. Além disso, esses investimentos não possuem cobrança de IOF ou imposto de renda.

Tesouro Direto

O último tipo de investimento de renda fixa que tratamos aqui é o Tesouro Direto, uma plataforma de investimento que permite aplicações em renda fixa.

Muita gente não sabe, mas quando se aplica através do Tesouro Direto na verdade você está emprestando o seu dinheiro para o governo que vai lhe remunerar de acordo com a taxa contratada quando da aplicação.

Temos um artigo que conta tudo sobre Tesouro Direto:

https://www.paivapiovesan.com/post/vale-a-pena-investir-em-tesouro-direto


Qual o segredo de investir em renda fixa?


O grande segredo do investimento em renda fixa é saber combinar o risco e a liquidez com a rentabilidade!


Se você precisa de recursos no curto prazo, privilegie a liquidez! Se você quer maior rentabilidade, vai ter que correr maior risco ou investir por um prazo maior.


O melhor investimento em renda fixa é aquele que vai de encontro com a sua necessidade como investidor.


Vamos comparar as taxas?


Para exemplificar vamos comparar os investimentos que utilizam as taxas baseadas em um percentual do CDI:


Você pode me perguntar, porque alguém investiria na primeira alternativa acima pois ela rende "apenas" 96% do CDI e eu só posso resgatar o recurso em outubro deste ano, enquanto na segunda opção eu tenho liquidez diária e o rendimento é de 100% do CDI!


A resposta está no quadro do início deste artigo! Lembra que pedimos para você não esquecer dele!


Um investimento em LCI não tem a incidência de Imposto de Renda e isto pode fazer toda a diferença! Neste caso, para o prazo de 180 dias uma taxa de 96% do CDI o investimento em LCI somente seria vencido por um CDB que pagasse 123,87% do CDI!


Vamos ainda relembrar que quanto maior o prazo, menor o imposto, portanto use sempre uma calculadora para comparar qual é a melhor alternativa para maximizar o seu rendimento.


Imposto de Renda


IOF


Para investimentos de curtíssimo prazo o IOF pode fazer um belo estrago na sua rentabilidade.


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