Reforma Tributária: agosto marca uma nova fase. Sua empresa está preparada?
- Paiva Piovesan Softwares
- há 3 horas
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Durante muito tempo, a Reforma Tributária foi tratada como um projeto distante, cercado de discussões técnicas e de um cronograma de implementação que parecia ainda longe da realidade das empresas. Mas esse cenário mudou.
A partir de agosto, a Reforma Tributária deixa de ser apenas um tema para planejamento e passa a exigir ações concretas de milhares de empresas brasileiras. Mesmo sem a cobrança efetiva dos novos tributos, muitas organizações precisarão adequar imediatamente seus processos de emissão de documentos fiscais eletrônicos.
A pergunta já não é mais: "Quando a Reforma Tributária começará?".
Devemos perguntar: "Minha empresa já está preparada para cumprir as novas obrigações?"
A Reforma Tributária já começou
Um dos maiores equívocos é acreditar que a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) somente produzirão efeitos quando substituírem definitivamente os tributos atuais.
Na prática, 2026 já representa o início da fase de transição.
As empresas passaram a conviver com novos layouts, novas regras de preenchimento e novas obrigações acessórias relacionadas aos documentos fiscais eletrônicos, ainda que os valores destacados tenham caráter de teste e não representem recolhimento efetivo dos novos tributos.
O que muda a partir de agosto?
O Comitê Gestor do IBS e a Receita Federal estabeleceram que, a partir de 3 de agosto de 2026, as empresas do regime regular não poderão emitir documentos fiscais eletrônicos sem o preenchimento dos campos relativos ao IBS e à CBS. Os documentos deverão conter os novos campos, incluindo a alíquota de teste de 1% (0,1% de IBS e 0,9% de CBS), conforme os leiautes definidos para a fase de transição.
Em outras palavras:
o valor destacado continua tendo caráter experimental;
não há recolhimento financeiro correspondente durante a fase de testes, desde que observadas as regras vigentes;
porém, a informação passa a fazer parte obrigatória da documentação fiscal para os contribuintes alcançados pelas novas exigências.
É justamente esse detalhe que muitas empresas ainda não perceberam.
O que muda? | O que significa na prática? |
Novos campos obrigatórios nas notas fiscais | NF-e, NFC-e, CT-e, MDF-e e demais documentos fiscais eletrônicos deverão contemplar as informações relativas à CBS e ao IBS, conforme os novos layouts da Reforma Tributária. |
Alíquota de teste | Os documentos fiscais deverão apresentar o destaque dos novos tributos utilizando a alíquota de referência de 1% (0,9% CBS + 0,1% IBS), sem recolhimento financeiro efetivo nesta fase de testes. |
Quem será impactado? | Principalmente empresas enquadradas no Lucro Real e Lucro Presumido, além dos demais contribuintes obrigados conforme o cronograma da Receita Federal e do Comitê Gestor do IBS. |
Há cobrança dos novos impostos? | Não. Nesta etapa, o objetivo é validar a adaptação dos sistemas e dos documentos fiscais durante o período de transição. |
O que acontece se a empresa não se adequar? | A emissão de documentos fiscais em desacordo com as novas exigências poderá gerar inconsistências fiscais, necessidade de regularização e aplicação das penalidades previstas na legislação. |
O que fazer agora? | Atualizar o ERP, validar as parametrizações tributárias, conversar com o contador e realizar testes antes da obrigatoriedade. |
O risco não está no imposto. Está na obrigação acessória.
Historicamente, boa parte das autuações fiscais ocorre não pelo não pagamento de tributos, mas pelo descumprimento de obrigações acessórias.
Na Reforma Tributária isso não será diferente.
A emissão de documentos fiscais em desacordo com os novos leiautes poderá sujeitar o contribuinte às penalidades previstas na legislação e exigir regularização das informações fiscais. A Receita Federal, contudo, sinalizou que pretende privilegiar uma atuação educativa durante 2026, e a legislação prevê prazo para saneamento de irregularidades em diversos casos.
Ou seja: não basta calcular corretamente os impostos atuais. Será necessário emitir corretamente os documentos fiscais.
O impacto vai além da área fiscal
Engana-se quem acredita que essa seja uma responsabilidade exclusiva da contabilidade.
A adaptação envolve diversas áreas da empresa:
sistemas ERP;
emissão de NF-e e NFS-e;
cadastros de produtos e serviços;
parametrizações tributárias;
integrações com plataformas fiscais;
processos internos;
treinamento das equipes financeira, fiscal e administrativa.
Empresas que utilizam sistemas desatualizados poderão enfrentar dificuldades operacionais justamente quando as novas exigências entrarem em vigor.
Um bom momento para revisar a tecnologia
Toda mudança tributária acaba evidenciando algo importante:
O software de gestão deixou de ser apenas uma ferramenta operacional. Ele passou a ser um elemento essencial da conformidade fiscal.
Ter um ERP constantemente atualizado significa reduzir riscos, evitar retrabalho e garantir que as mudanças legais sejam incorporadas com rapidez e segurança.
Na prática, isso permite que a empresa concentre seus esforços na gestão do negócio, e não na correção de erros operacionais.
Para os clientes da Paiva Piovesan, que emitem NFSe ou NFe, recomendamos que entrem em contato com nosso time para validar as configurações de seu sistema. |
O que sua empresa deve fazer agora?
Independentemente do porte da organização, este é o momento de verificar alguns pontos fundamentais:
confirmar se o ERP já está preparado para os novos layouts fiscais;
validar a emissão de NF-e, NFC-e, NFS-e e demais documentos eletrônicos utilizados pela empresa;
conversar com o contador sobre os impactos específicos do seu regime tributário;
realizar testes antes que as novas exigências se tornem obrigatórias;
acompanhar as atualizações publicadas pelos órgãos responsáveis.
Quanto antes essas verificações forem realizadas, menor será o risco de interrupções nas operações.
✅ Checklist para sua empresaAntes de agosto, confirme se sua empresa já: ☐ Atualizou o ERP para a Reforma Tributária. ☐ Instalou as últimas versões dos emissores de documentos fiscais. ☐ Validou os novos layouts de NF-e e NFS-e. ☐ Revisou a parametrização tributária dos produtos e serviços. ☐ Alinhou os procedimentos com a contabilidade. ☐ Realizou testes de emissão dos documentos fiscais. ☐ Capacitou as equipes fiscal, financeira e administrativa. |
A Reforma Tributária já começou!
A Reforma Tributária continuará sendo implementada de forma gradual até 2033.
Mas isso não significa que as empresas possam esperar.
O mês de agosto deste ano representa mais um passo importante dessa transição. A adequação dos documentos fiscais deixa de ser apenas uma preparação para o futuro e passa a integrar a rotina operacional das empresas.
Quem se antecipa transforma uma obrigação legal em uma transição organizada.
Quem deixa para a última hora corre o risco de enfrentar dificuldades justamente quando mais precisa manter sua operação funcionando.
A Reforma Tributária já começou. E a melhor estratégia continua sendo a mesma de qualquer boa gestão: preparar-se antes que a mudança se torne um problema.









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