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  • Débora Prota

Será o fim do IGP-M? Saiba mais sobre o IVAR, novo índice da FGV.



IVAR novo índice de Aluguéis Residenciais



O Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas, FGV IBRE, lançou, no dia 11/01/2022, o IVAR – Índice de Variação de Aluguéis Residenciais, que mede a evolução mensal dos valores de aluguéis residenciais, com objetivo de preencher uma lacuna nas estatísticas nacionais nesse nicho.


Com a disparada dos principais indicadores de inflação, IGP-M e IPCA, nos dois últimos anos, o mercado imobiliário ficou ainda mais carente de um índice que refletisse os reais preços de aluguéis.


O coordenador dos índices de preços do FGV IBRE, André Braz, explicou que: “Ainda que a inflação, medida pelos principais índices de preços do país, esteja em aceleração, a variação interanual dos aluguéis residenciais segue em desaceleração. A alta da inflação vem reduzindo a renda familiar, que segue pressionada pela apatia da atividade econômica e pelo alto índice de desemprego. Com a renda familiar em baixa, os valores dos aluguéis tendem a acompanhar tal tendência, refletindo o avanço das negociações entre inquilinos e proprietários” avalia.


A tradição era utilizar o Índice Geral de Preços ao Mercado – IGP-M, para reajustar os contratos, porém o indicador é muito impactado pela alta do dólar e aumento de preços das commodities.


Em muitos contratos, houve a alteração do indicador de reajuste para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA, que é tratado como referência para a inflação no país. Mas a troca também não foi a ideal, já que o IPCA tem sido bastante influenciado pelo avanço dos preços dos combustíveis.


A pandemia e seus desdobramentos (desemprego, redução da renda familiar, inflação e outros fatores econômicos) forçaram renegociações diretas entre inquilinos e proprietários, que resultaram, em sua maioria, em redução ou manutenção dos valores de aluguéis, reforçando a necessidade de criação de um índice apropriado para este mercado.


Assim, criou-se o novo indicador, IVAR, calculado com base em dados coletados de contratos assinados por inquilinos e locatários inicialmente de quatro capitais – Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre e Belo Horizonte, obtidos pelo FGV IBRE, junto a empresas administradoras de imóveis.


No dia do lançamento do novo índice, o IBRE FGV publicou que o IVAR subiu 0,66% em dezembro de 2021, representando uma desaceleração com relação à taxa registrada no mês anterior, de 0,79%. Com este resultado, o índice acumulou variação de -0,61% em 12 meses, representando também uma desaceleração na comparação com a taxa interanual apurada em novembro, de +0,70%.


Isto é, comparando-se a variação acumulada em 12 meses (interanual) do IVAR com a de outros índices, que tradicionalmente medem a evolução dos aluguéis residenciais no Brasil, o resultado foi bem diferente. A instituição informou que os próximos resultados serão divulgados no dia 10 de fevereiro deste ano.


Ainda não é possível afirmar que o IVAR será oficialmente adotado como indexador dos contratos de aluguéis, porque esta é uma definição acordada diretamente entre inquilinos e locatários. Será necessário aguardar a aceitação e o entendimento, pelas partes interessadas, de que o índice reflete melhor a realidade deste mercado.


Para mais informações sobre aspectos metodológicos do IVAR, consulte a nota metodológica completa no Portal do IBRE FGV, em https://portalibre.fgv.br/.


Fonte: https://portal.fgv.br/noticias/ivar-dezembro-2021




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