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  • Débora Prota

Capital de Giro: Qual é o valor necessário para manter a sua empresa em funcionamento?




Você já deve ter visto o termo 'capital de giro', mas pode ser que ainda não entenda o seu significado ou não saiba a sua importância na gestão de sua empresa.


A [4ª DA GESTÃO] desta semana vai abordar o conceito, como calcular e a importância de conhecer o capital de giro para a manutenção das atividades do seu negócio.


O que é Capital de Giro?


O capital de giro é o montante financeiro necessário para manter o funcionamento regular da empresa, isto é, a soma dos recursos (dinheiro, crédito, estoques, saldos em contas) que são necessários para manter a liquidez e os pagamentos de compromissos do negócio. É a parte do investimento total que fica reservada para o pagamento de custos e despesas ao longo do tempo, o valor que financia a realização e manutenção da operação.


Toda empresa apresenta um ciclo operacional e um ciclo financeiro. Em geral, o processo é iniciado com as compras de insumos e mercadorias para reposição de estoque ou para as operações do negócio; em seguida, o recebimento das mercadorias no estoque e pagamentos dos fornecedores; depois, o produto é vendido, o que gera a receita à vista ou a prazo, gerando um ciclo financeiro de entrada e saída de dinheiro.


No intervalo de tempo entre o início do processo até o recebimento do dinheiro de vendas ou faturamento, é necessário efetuar vários pagamentos, incluindo os relativos às compras efetuadas, bem como as despesas fixas operacionais, como energia, telefonia, água, salários, aluguel e outras. O montante de dinheiro utilizado para cobrir tais pagamentos, enquanto não há entrada de dinheiro em caixa, é denominado 'Capital de Giro'.


Assim, para que os pagamentos sejam efetuados dentro dos prazos, antes mesmo do recebimento, é necessário calcular o capital de giro da empresa, que:


É a diferença entre os recursos disponíveis em caixa e a soma das despesas e contas a pagar.


Mas, então, qual a diferença entre capital de giro e fluxo de caixa?


O fluxo de caixa, como já explicamos anteriormente, é o mapeamento de todas as movimentações do dinheiro, a disponibilidade de recursos ao longo do tempo.


O capital de giro, por sua vez, considera em seu cálculo todos os recursos, inclusive o valor aplicado em estoque mantido na empresa.


Como calcular o capital de giro?


Contabilmente, o capital de giro é a diferença entre os ativos de alta liquidez da empresa, chamados de ativo circulante, e as obrigações de curto prazo, chamadas de passivo circulante.


Com o Balanço Patrimonial da empresa em mãos, calculamos o capital de giro utilizamos a seguinte fórmula:


Capital de Giro Líquido = Ativo Circulante – Passivo Circulante


Mas, o que são considerados ativos e passivos circulantes?


Os ativo são os bens e direitos da empresa, classificados por sua liquidez, ou seja, sua capacidade em serem convertidos em dinheiro. Quando este prazo é inferior a 12 meses, o item é classificado como um ativo circulante. Assim, consideramos ativos circulantes todos os recursos disponíveis em dinheiro, nas contas bancárias, em aplicações financeiras de curto prazo, em estoque e contas a receber.


Já os passivos circulante são as obrigações que a empresa tem com terceiros, também com vencimento inferior a 12 meses, ou seja, contas a pagar em até um ano, incluindo fornecedores, salários, impostos, despesas fixas (energia, água, telefonia, Internet, aluguel etc.) e outros compromissos assumidos.


Se o resultado desta operação for positivo, as operações regulares da empresa serão mantidas. Mas o resultado for negativo significa que há problemas em sua gestão e será necessário recorrer a outros recursos, próprios (como a liquidação de ativos não circulantes) ou de terceiros (crédito, empréstimos), para manter o funcionamento da empresa.


Caso você não tenha acesso ao Balanço Patrimonial atualizado da empresa ou prefira calcular o capital de giro considerando apenas informações gerenciais e financeiras, também podemos te ajudar!


Para que consiga calcular corretamente o montante necessário de capital de giro, sem as informações contábeis, é preciso que mantenha seus controles financeiros e administrativos em dia e conheça o valor do seu estoque. Veja o passo a passo a seguir:


1º. Calcule o prazo médio de pagamentos negociado com fornecedores. Geralmente, você paga o fornecedor em quantos dias após a compra? Se metade dos pagamentos forem efetuados à vista e a metade restante, em 30 dias, seu prazo médio é de 15 dias. Para chegar a este prazo, é necessário analisar as últimas compras realizadas.


2º. Calcule o prazo médio de recebimento negociado com os clientes. Ou seja, em quantos dias, a partir da compra das mercadorias e insumos, começará a receber o dinheiro em sua conta, que a operação começa a gerar receita em caixa. Considerando que os recebimentos ocorrem em 30 e 50 dias, por exemplo, seu prazo médio de recebimento é de 40 dias.


3º. Calcule o período de seu ciclo financeiro, isto é, a diferença entre o prazo médio de pagamentos e o prazo médio de recebimentos, para entender o número de dias que precisará ser coberto com recursos próprios, para manter a operação. Considerando o exemplo dos passos anteriores, o período seria de 25 dias.


4º. Calcule o custo fixo mensal da empresa, ou seja, o total de despesas fixas no mês. Some todos os valores gastos com aquelas despesas recorrentes, como salários, energia, água, telefonia, Internet, aluguel etc.


5º. Calcule o custo variável mensal, ou seja, some todos os gastos relacionados ao custo de venda ou produção, compras de mercadorias, impostos e outros.


6º. Calcule o custo total diário: some os custos fixos e variáveis mensais e, então, divida por 30 (assumido como o número de dias de um mês, em cálculos financeiros). O valor poderá ser facilmente calculado se você utiliza uma solução inteligente para a gestão financeira da empresa, como o Finance V20 ou o NEXT Finance!


7º. Calcule o custo total de seu ciclo financeiro: multiplique o valor do custo total diário pelo número de dias do período do ciclo financeiro, calculado no 3º passo. Este valor será a primeira parcela da composição de seu capital de giro.


8º. Calcule o valor do seu estoque mínimo, ou seja, quanto precisa manter em estoque, em valor, até a próxima reposição, para que a empresa continue funcionando normalmente. Já ensinamos a calcular o estoque mínimo no artigo sobre Gestão de Estoque, da última semana. Para calcular o valor correspondente ao estoque mínimo, basta multiplicar a quantidade mínima definida pelo respectivo valor médio de cada item.


9º. Por fim, seu capital de giro será o resultado da soma dos valores calculados nos dois passos anteriores:


Capital de Giro = Custo Total do Ciclo Financeiro + Valor do Estoque Mínimo



Por que você deve conhecer o capital de giro de sua empresa?


É importante conhecer o valor a ser mantido na empresa, para que as suas operações não sejam interrompidas. Além disso, se você deseja que sua empresa cresça, obrigatoriamente, será necessário que seu capital de giro também aumente, já que as operações serão ampliadas e, consequentemente, os custos para mantê-las.


Para tanto, parte dos lucros obtidos na atividade precisarão ser retidos e reinvestidos na própria empresa, seja com mais compras de mercadorias para vendas, seja com contratação de pessoas ou aumento de outros custos fixos, que impactarão no capital de giro.


O capital de giro garante a saúde financeira do negócio, proporcionando maior negociação com clientes, manutenção de estoques, pagamento dos fornecedores, fluxo de caixa positivo e muito mais.


Dicas para manter o capital de giro saudável:


  1. Planejamento: conheça antes todos os custos de seu negócio, defina metas e um orçamento financeiro.

  2. Renegocie com clientes e fornecedores, para reduzir seu ciclo financeiro e o descompasso entre pagamentos e recebimentos. Sempre que possível, tente aumentar os prazos para pagamento com fornecedores e reduzir os prazos de recebimentos de clientes, para equilibrar seu fluxo de caixa.

  3. Revise e corte gastos, busque opções mais econômicas, elimine gargalos e gastos que poderiam ser evitados (como juros e multas por pagamentos em atraso, por exemplo).

  4. Tenha disciplina, acompanhe de perto suas finanças e não utilize seu capital de giro para cobrir despesas, exceto em situações de emergência.

  5. Analise, com antecedência, a necessidade de capital de giro e busque opções melhores para sua empresa, como a antecipação de recebíveis (falaremos sobre o assunto nas próximas edições) ou a busca por um empréstimo, desde que bem planejado e dentro da realidade financeira do negócio.

  6. Ganhe produtividade e inteligência em sua gestão. Utilize soluções inovadoras, eficientes e seguras da Paiva Piovesan!


Saiba mais sobre as nossas soluções e entenda como podemos te ajudar!



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Veja também:


[4ª DA GESTÃO] Gestão de Estoque: um dos pilares para o sucesso do seu negócio!


[4ª DA GESTÃO] Contas a Pagar: O que é e como controlar seus pagamentos com excelência!


[2a. INVEST] Previdência Privada: planejando o futuro!


[2a. INVEST] INSS ou, traduzindo: previdência social para trabalhadores da iniciativa privada



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