• Rodrigo Paiva

ESG: o futuro dos investimentos

Atualizado: 18 de ago. de 2021



A evolução da sociedade moderna tem levado a mudanças de paradigmas: os jovens de alguns tempos atrás queriam ostentar roupas de grífes famosas, pesquisas recentes mostram que os jovens de hoje querem vestir grífes de marcas que tenham propósito.




Esta mudança também tem afetado o mundo dos investimentos e muita gente quer ter retornos financeiros e ao mesmo tempo contribuir com projetos que sejam sustentáveis.


Estes são os fundos ESG, uma nova tendência que pode ser interessante para diversificar seu portfólio. Os fundos ESG cada vez estão conquistando mais adeptos que investem de acordo com seus valores. Outras opções de investimentos ESG são através dos ETF's (Fundos de índices de sustentabilidade) ou diretamente em ações de empresas no Brasil ou no exterior (BDR) que utilizem os critérios ESG.


Só nos Estados Unidos, atualmente, 25% dos investimentos seguem para esse mercado, representando um total de US$ 12 trilhões.


Em termos globais, esse segmento já chega a US$ 31 trilhões, o que representa 36% dos ativos financeiros totais sob gestão no mundo, segundo o Global Sustainable Investment Alliance.


Aqui no Brasil, o tema tem ganho mais espaço depois que algumas corretoras lançaram fundos sustentáveis que obedecem os critérios ESG.


Segundo dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), em 2020 o patrimônio líquido dos fundos de ações de Sustentabilidade/Governança cresceu 45,9%, somando R$ 817,9 milhões em dezembro. Já em janeiro, esse número chegou a R$ 1,1 bilhão — valor ainda pequeno em uma indústria que acumula R$ 6 trilhões de patrimônio líquido.


O que é ESG?


ESG é a sigla em inglês para “environmental, social and governance” (ambiental, social e governança, ou ASG em português), utilizada para medir as práticas ambientais, sociais e de governança de uma determinada empresa.


ESG é utilizado para dizer quanto um negócio busca formas de minimizar seus impactos no meio ambiente, construir um mundo mais justo e responsável para as pessoas em seu entorno e manter os melhores processos de gestão.

Desta forma o ESG passa a ser usado para investimentos com critérios de sustentabilidade. Em vez de analisar apenas índices financeiros, por exemplo, investidores também observam fatores ambientais, sociais e de governança de uma companhia.


Qual a origem da sigla ESG?


A sigla ESG apareceu pela primeira vez em um relatório de 2004 intitulado “Who Cares Wins” (Quem se importa vence), resultado de uma iniciativa liderada pela Organização das Nações Unidas - ONU em parceria com 20 instituições financeiras que somavam ativos de mais de US$ 6 trilhões e introduziu diretrizes sobre como integrar questões ESG à análise e gestão de investimentos.


A conclusão do relatório foi que a incorporação desses fatores no mercado financeiro gerava mercados mais sustentáveis e melhores resultados para a sociedade.


A sigla ESG une três fatores que mostram quanto uma empresa está comprometida em ter uma operação mais sustentável em termos ambientais, sociais e de governança.


E (environmental, em inglês, ou ambiental, em português)


A letra E da sigla se refere às práticas de uma empresa em relação à conservação do meio-ambiente e sua atuação sobre temas como:

  • Aquecimento global e emissão de carbono;

  • Poluição do ar e da água;

  • Biodiversidade;

  • Desmatamento;

  • Eficiência energética;

  • Gestão de resíduos;

  • Escassez de água.

S (social, em inglês e português)


Já a letra S diz respeito à relação de uma empresa com as pessoas que fazem parte do seu universo. Por exemplo:

  • Satisfação dos clientes;

  • Proteção de dados e privacidade;

  • Diversidade da equipe;

  • Engajamento dos funcionários;

  • Relacionamento com a comunidade;

  • Respeito aos direitos humanos e às leis trabalhistas.

G (governance, em inglês, ou governança, em português)


Por fim, a letra G se refere à administração de uma empresa. Por exemplo:

  • Composição do Conselho;

  • Estrutura do comitê de auditoria;

  • Conduta corporativa;

  • Remuneração dos executivos;

  • Relação com entidades do governo e políticos;

  • Existência de um canal de denúncias.


Porque é estratégico?


Uma pesquisa recente, realizada pelo Bank of America (BofA), sobre hábitos e comportamentos da Geração Z, no Brasil e em mais 9 países de vários continentes, revelou que os jovens priorizam questões de sustentabilidade, sendo que 80% consideram fatores ESG nas decisões de investimento e consumo. Nesse sentido, o termo também vem se tornando estratégico para a reputação de marca e gestão de negócios.


Como o ESG afeta o mundo dos negócios e investimentos?


Um exemplo de como os critérios ESG afetam o mercado, tem a ver com a aceitação do Bitcoin como moeda de pagamento pela TESLA e logo depois a suspensão deste aceite com a alegação de que a mineração de bitcoins consome muita energia.


Quando da aceitação pela Tesla um bitcoin chegou a valer mais de U$ 63 mil, caiu a US$ 30 mil depois que deixou de ser aceito e agora sai por US$ 44 mil!



Onde encontrar fundos ESG?


Muitos bancos e corretoras já oferecem investimentos em fundos que aplicam em empresas que adotam os critérios ESG. Veja abaixo exemplo de fundos ESG (FIA e FIM) disponíveis no app do Banco Inter:



Clique nos links abaixo, para saber um pouco mais sobre cada tipo de investimento citado neste artigo:


- Fundos de Investimentos em Ações (FIA);

- Fundos Multimercados (FIM);

- Bitcoin;

- ETF (Fundos de Índices);

- Ações

- BDR


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